Decisão foi tomada durante reunião na Avenida Paulista. Nova assembleia dos professores da rede estadual está marcada para a próxima sexta-feira (22), também no vão livre do Masp
Reprodução/Youtube APEOESP
Em greve, docentes pedem reajuste salarial
Professores da rede estadual decidiram manter a greve, iniciada há dois meses, durante assembleia na Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira (15). A principal reivindicação deles é de aumento salarial de 75,33%.
Segundo a Polícia Militar, 1.800 pessoas se reuniram no vão livre do Masp. Para a Apeoesp (sindicato que representa os professores), 45 mil manifestantes estavam no local. Em passeata, eles seguiram pelas avenidas Brigadeiro Luís Antônio e 23 de maio em direção ao Tribunal de Justiça, no centro. No momento, eles caminham para a Secretaria da Fazenda.
Além do aumento salarial, os docentes também pedem conversão de bônus em reajuste, nova forma de contratação de professores temporários, reabertura de classes fechadas, garantia de até 25 alunos por sala de aula, aumento do vale refeição e transporte, entre outras pautas.
Uma nova assembleia da categoria está marcada para a próxima sexta-feira (22), também no vão livre do Masp.
Até o momento, a categoria se reuniu apenas duas vezes com representantes do governo. Segundo a Apeoesp, não foram apresentadas propostas. O governo diz em nota que a data-base do aumento será em julho “e o percentual de ampliação dos vencimentos será definido após análise do cenário econômico e da arrecadação registrada no semestre".
A pasta diz ainda que o índice de absenteísmo da categoria foi de 5% na última semana, “o que mostra que a grande maioria dos docentes permanece comprometida”, garante o governo.
Veja imagens da greve dos professores do Paraná
Professores protestam contra violência policial em Curitiba (5.5.20150. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O
extremista de sotaque britânico que aparece nos vídeos de decapitações
do grupo Estado Islâmico foi identificado por investigadores no Reino
Unido como Mohammed Emwazi
Emwazi,
britânico nascido no Kuait, tem cerca de 27 anos e morava no oeste de
Londres. Ele já era conhecido das agências de segurança britânicas, mas
até o momento, seu nome não havia sido revelado por razões operacionais.
Reprodução
Mohammed Emwazi tinha origem kuaitiana e morava no oeste de Londres
A primeira aparição em vídeo do extremista ocorreu
em agosto passado, quando ele aparentemente assassinou o jornalista
americano James Foley.
Ele parece estar presente também em vídeos
posteriores das decapitações do jornalista americano Steven Sotloff, do
agente humanitário britânico Savid Haines, do taxista britânico Alan
Henning e do agente humanitário americano Abdul-Rahman Kassig, conhecido
como Peter. Leia: Estado Islâmico exibe 21 reféns curdos enjaulados pelas ruas do Iraque
Em
cada um dos vídeos, o militante aparece vestindo uma túnica preta, com
uma máscara deixando apenas os olhos e o nariz à mostra. The Beatles
Em
discursos feitos com um sotaque britânico, ele provocava potências
ocidentais antes de levar sua faca ao pescoço dos reféns, parecendo
cortá-los, até que a filmagem parava. Depois, eram mostrados os corpos
decapitados das vítimas.
Neste mês, Emwazi apareceu no vídeo da decapitação do jornalista japonês Kenji Goto.
Reféns
libertados pelo "Estado Islâmico" dizem que ele é um de quatro
jihadistas britânicos que cuidavam dos ocidentais sequestrados pelo
grupo na Síria. Por isso, os jihadistas foram apelidados de "John",
"Paul", George" e "Ringo" pelos reféns, e coletivamente eram chamado de
"Beatles".
Não se sabe ao certo com que idade ele foi ao Reino
Unido, mas amigos de Emwazi disseram ao jornal Washington Post que ele
cresceu em uma família de classe média no oeste londrino e estudou
programação informática na Universidade de Westminster. Às vezes, ele
rezava em uma mesquita de Greenwich (sudeste).
A universidade
confirmou que Emwazi saiu da instituição há seis anos e acrescentou: "Se
essas alegações são verdadeiras, estamos chocados e enojados".
Segundo
Shiraz Maher, do Centro Internacional para o Estudo da Radicalização,
baseado em Londres, o fato de Emwazi ser de classe média e instruído
mostra que "a radicalização não é motivada principalmente pela pobreza
ou pela privação social". Leia mais: Estado Islâmico usa Nutella e até gatinhos para atrair mulheres, diz CNN
Ainda
segundo o Washington Post, os amigos de Emwazi disseram acreditar que
ele começou a se radicalizar depois de viajar à Tanzânia, em maio de
2009, depois de se formar.
Ele e dois amigos haviam planejado
fazer um safári, mas, ao chegar na capital, Dar es Salaam, foram presos
pela polícia e encarcerados durante uma noite.
Emwazi acabou,
então, viajando a Amsterdã (Holanda), onde, segundo o que disse a
amigos, teria sido interceptado por agentes de inteligência britânicos
do MI5, que o acusaram de tentar viajar à Somália, onde opera o grupo
jihadista Al-Shabab. Ele negou a acusação e disse que os agentes
tentaram recrutá-lo antes de ele voltar ao Reino Unido.
Ele nunca
foi formalmente acusado de relação com o terrorismo e se queixou à
organização Cage (que representa pessoas que se dizem vítimas de abusos
de serviços de segurança) de que fora assediado pelo MI5 quando tentou
retornar ao Kuait.
Asim Qureshi, da Cage, afirmou nesta
quinta-feira que "pode surpreender que o Mohammed que eu conheci era
extremamente gentil, de fala suave, e a pessoa mais humilde que eu
conheci. Quando aprenderemos que, se tratarmos as pessoas como
forasteiras, elas se sentirão como forasteiras e procurarão pertencer a
outro lugar".
Emwazi de fato se mudou para seu país de origem,
onde trabalhou em uma empresa de informática. Mas, em uma visita a
Londres, em 2010, ele foi preso por agentes antiterrorismo britânicos e
impedido de regressar ao Kuait, relataram amigos. Leia: Estado Islâmico invade vilarejo e sequestra 100 cristãos sírios
"Tinha
um trabalho e um casamento esperando por mim", diz um e-mail de Emwazi
escrito em junho de 2010 e publicado pelo Washington Post. "(Mas agora)
me sinto como um prisioneiro, só não em uma jaula, mas em Londres. Uma
pessoa presa e controlada por homens do serviço de segurança, me
impedindo de viver uma nova vida no meu país de origem, o Kuait." Relembre alguns dos reféns do Estado Islâmico:
Kayla
Mueller, refém norte-americana do Estado Islâmico, morreu na
terça-feira (10 de fevereiro); segundo o grupo terrorista ela teria sido
vítima de um bombardeio da Jordânia na Síria . Foto: AP
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Síria
Ainda
segundo o jornal americano, acredita-se que Emwazi tenha viajado à
Síria por volta de 2012 e, em seguida, se juntado ao "Estado Islâmico",
que declarou a criação de um "califado" em partes da Síria e do Iraque.
Porta-vozes do premiê britânico, David Cameron, não confirmaram nem negaram os relatos de que Emwazi é o "John Jihadista".
Emwazi
era considerado uma "pessoa de interesse" do MI5 desde ao menos 2010,
por ter seu nome citado em processos judiciais relacionados ao
extremismo no Reino Unido e no exterior.